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Psicologia Feminina

Qui | 11.05.17

Saúde Mental

Ainda não fez um ano que fui diagnosticada com Perturbação de Ansiedade Generalizada e Perturbação Obsessivo-Compulsiva. 

Na minha opinião, estes assuntos ainda não são muito abordados (apesar de afetarem muita gente) porque ainda são vistos como um assunto de menor importância, como se a saúde mental não fosse tão fundamental como a saúde física.

Desde então, tenho sido medicada e acompanhada por um psicólogo e, apesar de ainda ter dias menos bons (ou maus mesmo, porque acontece a toda a gente), tenho notado uma grande melhoria.

Para quem não sabe, a Perturbação de Ansiedade Generalizada acontece quando a pessoa se sente demasiado agitada e nervosa, mesmo sem motivos. Toda a gente sente ansiedade, mas se nos sentimos assim sem razão aparente, devemos prestar atenção ao nosso corpo e, se o problema se prolongar, devemos procurar ajuda médica, sem vergonhas!

No caso da Perturbação Obsessivo-Compulsiva, a pessoa é invadida por pensamentos obsessivos (geralmente, o pensamento é de que algo de mau vai acontecer) e, para aliviar essa angústia, sentimo-nos "obrigados" a cumprir rituais estranhos (compulsões). Esses rituais são diferentes de pessoa para pessoa, mas os mais comuns são, por exemplo, lavar demasiadas vezes as mãos, verificar constantemente se desligámos um aparelho, se fechámos uma porta, contar várias vezes, repetir palavras, entre outras coisas.

No meu caso, eu já sentia alguns sintomas em criança, mas há cerca de 3 a 4 anos atrás, tive um acontecimento um pouco traumático, que despoletou ainda mais sintomas em mim, como falta de ar (como se tivesse um peso em cima dos pulmões), mudanças de humor, crises de choro, pensamentos obsessivos e comportamentos compulsivos. Para além disso, sentia uma falta de interesse por coisas que antes adorava fazer!

A primeira vez que fui a uma consulta, a médica disse-me que isto iria passar e que não podia fazer nada por mim. Apenas me disse para fazer uns exames devido à falta de ar, que não acusaram nada.

Passado 6 meses, voltei à mesma médica e expliquei que os sintomas não tinham passado (até tinham piorado) e que eu sentia que não estava no meu estado normal, ao qual a doutora me respondeu que não podia fazer nada, a não ser que eu quisesse "ir fazer terapia, como se faz com as criancinhas" (sim, disse-me isto nestas palavras!). Nesse dia, fiquei desolada e perdi um pouco a esperança.

Até que, passado uns meses, me atribuíram outra médica de família (que, por sua vez, é espetacular!). Voltei lá e expliquei tudo de novo e aí sim, fui diagnosticada, medicada e encaminhada para fazer Psicoterapia (finalmente, alguém me entendeu!). Desde aí, tenho passado por altos e baixos. Os sintomas que tinha diminuiram mas, enquanto isso, foram aparecendo efeitos secundários, mas faz parte! As consultas com o Psicólogo também têm sido uma grande ajuda!

Se quiserem partilhar as vossas histórias, por favor enviem um email para psicologiafeminina@sapo.pt. Faço questão de partilhar aqui no blog! :)

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